17 de agosto de 2018


 Ensaio - Folha de Londrina




Ser eleitor não garante a cidadania. Hoje, eleitor é um "escolhedor", normalmente alienado

Um momento oportuno para pensarmos em alternativas de poder com uma democracia de alto teor e não simplesmente numa alternância de poder, para manter as coisas do jeito que estão. Não vamos aguardar o melhor momento, pois ele é construído hoje, no exercício do cotidiano, configurando-se em cenários que se moldam para revelações de possibilidades futuras. 
Para tanto, o pensar crítico é oportuno, com profundidade, observação e liberdade criativa. Sem isso, o pensar permanece preso, retido a concepções pura e simplesmente ideológicas. Como construções de um saber esquizofrênico, marcado pelos pecados originais de cada traçado ideológico vivido. O pensamento crítico e as utopias residem nas margens desse pensar, navegam pelo aparentemente inconcebível campo das possibilidades que estão nos dizeres e não dizeres, nos experimentos e nas tentativas dos povos ignorados pelo pensamento e modo de produzir e viver hegemônico.

Assim as construções sociais embrionárias caminham, pela beirada da "realidade", e funcionam como algo contra-hegemônico de princípios, valores, ideias e formas invisíveis, porém factíveis, no campo das alternativas da invenção democrática do cotidiano que não cessa.

E nesse quadro, alguns desafios se apresentam: 1) vencer a barreira de uma comunicação torpe. Não basta combater as fake news, é necessário combater a carga ideológica, manipuladora e desconstrutiva das falas dominantes da grande imprensa; 2) estar sempre ao lado da dignidade humana ética, solidária, respeitosa e cuidadosa de todos os seres vivos, inclusive humanos, sem margens de distorção marcada por passados equivocados das "esquerdas" e das "direitas"; 3) ir contra as afrontas científicas e tecnológicas que marcam a ciência moderna de um mundo que separa e não integra, que consome e não repara, de um mundo que impacta e não preserva; 4) posicionar-se contra os pré-conceitos que dificultam as transformações, os diálogos e as aproximações, essenciais para a formação de novas sociabilidades infra e super estruturais. Rompendo estigmas sexuais, de gênero, étnicos e religiosos; 5) entender que o estágio atual democrático é parte de um longo construto, muito distante de ser alcançado, compreendendo e instrumentalizando o longo caminho a percorrer para atingir o teor e intensidade democrática que possibilitem a revelação de nossa condição humana em plenitude; 6)  ser eleitor não garante a cidadania. Hoje, eleitor é um "escolhedor", normalmente alienado. Cidadania é, sobretudo conscientização e participação efetiva que também resulta numa composição representativa. Sem essa condição, a cidadania não se revela.

E por fim, acreditar e vivenciar processos participativos que elevem os compromissos e responsabilidades, éticas, sociais, políticas e culturais, de ser e estar num tempo marcado por mudanças que, se comparadas às anteriores, apresentam-se redesenhadas por sujeitos e processos que são marcas inexequíveis de um experimento social necessário para o salto qualitativo que começa hoje e continua no amanhã, como força desconhecida que nos empodera e nos liberta.

Os desafios estão postos! Não devemos temer o novo alternativo e necessário. Devemos empaticamente participar desta alteridade reveladora que se manifesta numa composição cultural de cidadãos e sujeitos preparados, responsáveis pela edificação de um ciclo histórico com outro rumo. A qual designaremos como uma nova civilização que oportunizará u
m prolongamento da vida planetária com qualidade e superação de determinações impostas pela civilização anterior. 

*PAULO BASSANI é sociólogo e professor da UEL (Universidade Estadual de Londrina)

  Folha de LOndrina - ESPAÇO ABERTO - AGO. 17, 2018 –pág. 02


10 de agosto de 2018

                                                          Edição 2018 do GEAMA


               OBS: Em breve estara disponível o link para as inscrições






29 de junho de 2018

GEAMA na Feira de Profissões da UEL 2018


Na última terça-feira, dia 26/06/2018, foi realizada na Universidade Estadual de Londrina (UEL) A 7ª Feira das Profissões: Conhecendo a UEL. As atividades foram realizadas nos períodos da manhã, tarde e noite, das 8h30 às 12h e das 14 às 21h30, em todos os Centros de Estudos, localizados no Campus Universitário. A feira teve como objetivo apresentar e divulgar a mais de 12 mil alunos vindos de 193 escolas e de 58 municípios, os 53 cursos de graduação ofertados pela UEL, assim como seus projetos de diferentes áreas e temáticas. O Grupo de Estudos Avançados Sobre o Meio Ambiente, o GEAMA, esteve presente durante toda a feira, na sala de instrumentação localizada no Centro de Ciências Biológicas, o CCB. Lá, os extensionistas do GEAMA apresentaram o projeto aos visitantes, explicando seu funcionamento, práticas e ações, tais como: o Grupo de Estudos Socioambientais – GES, as Edições Anuais, e o GEAMA Vai à Escola – GVE.

Em relação ao GVE, foram apresentadas as atividades realizadas pelo GEAMA ao longo dos anos de 2016 e 2017 no Colégio Estadual do Patrimônio Regina, na zona rural de Londrina, além de se apresentar o almanaque "A Carta da Terra da Escola: Colégio Estadual do Patrimônio Regina [CEPR]", produzido pelo GEAMA em parceria com o coletivo jovem “Regina Verde”, grupo de estudantes que participaram das ações do GEAMA no colégio.





Além das ações realizadas pelo GEAMA, foram apresentados aos visitantes vídeos da temática socioambiental e um vídeo do Circuito Tela Verde do Ministério do Meio Ambiente, do qual o GEAMA é espaço exibidor, por meio do qual foi problematizada a reciclagem como uma “Cura” do planeta Terra: Seria a reciclagem a cura para a Terra? Como a reciclagem é necessária, porém insuficiente, um jogo foi feito pelos membros do GEAMA sobre Os Objetivos De Desenvolvimento Sustentável – ODS da Organização das Nações Unidas. A Roleta dos ODS era girada, selecionando um dos 17 símbolos de ODS, e por meio de dicas era preciso adivinhar qual seria esse ODS. Outra atração proporcionada pelo GEAMA foram os Sabores, através dela foi possível experimentar biscoitos, patês, geleias e bolo de banana. Os pratos foram feitos com o total aproveitamento das frutas e verduras, os quais fizeram muito sucesso entre os visitantes. As receitas podem ser encontradas clicando aqui: Receitas.




Texto elaborado por: Gabriel Barbosa Bassani, Gabriela Correia de Oliveira, Juliana Aparecida de Souza,  Patrícia de Oliveira Rosa da Silva, Susanna Mendes Miranda, Williane Cristine Peres Costa.




Receitas dos Pratos da Feira das Profissões 2018



Maionese verde com talos

Ingredientes:

- Leite
- 2 dentes de alho picado (somente a parte externa para evitar a acidez)
- 1 litro de Azeite/óleo
- 1/2 limão
- Ervas frescas a gosto (manjericão, orégano, salsa, etc)
- Sal e pimenta a gosto
 

Modo de preparo:

Separe os talos, e reserve as folhas das ervas.
Coloque os talos picados, o leite e o alho no liquidificador e bata na velocidade média. Vá despejando aos poucos um fio de azeite/óleo até alcançar a consistência desejada. Ao alcançar a consistência adicione o sal, o limão, as folhas das ervas picadas, as pimentas, e um fio de azeite. Mecha bem. E pronto! bom apetite!

Obs: Pode ser servida com bolachas, torradas e pães. 

Patê de berinjela
Ingredientes:
  • 2 berinjelas médias fatiadas
  • 1 pimentão verde pequeno em tiras finas
  • 1 pequeno amarelo pequeno em tiras finas
  • 1 pimentão vermelho pequeno em tiras finas
  • 1 cebola fatiada bem fininho em tiras finas
  • ½ cebola cortada em cubinhos pequenos
  • Cascas de 1 abóbora de pescoço cozida e cortada em tiras finas
  • Azeitonas sem caroço a gosto
  • 4 dentes grandes de Alho em fatias e 1 dente amassado
  • Sal a gosto
  • ½ Limão
  • Vinagre
  • Mix de pimentas moídas (foram usadas da Jamaica, Rosa e Branca) ou do reino
  • Noz-moscada ralada
  • Cominho em grão
  • Páprica defumada a gosto
  • Salsa e cebolinha picado a gosto
  • Ervas frescas picadas a gosto  (manjericão e orégano)

Modo de preparo:
Colocar a berinjela fatiada de molho em uma bacia com água, uma colher de vinagre e um pouco sal. Deixar descansar por uns 20 minutos. Trocar a água uma vez e deixar por mais 10 minutos. Escorrer a água e reservar.
Em uma panela com água fervente, colocar folhas de louro e cominho em grão a gosto, acrescentar a berinjela e deixar fervendo por aproximadamente 1min, retirar a berinjela com uma escumadeira e deixar esfriar, depois corte em tiras do tamanho desejado. Cortar em tirinhas bem fininhas os pimentões e a cebola, em seguida, colocar na água fervendo de onde retirou a berinjela. Ferver por aproximadamente 2 minutos, escorrer e reservar. Tanto a berinjela quanto os pimentões e a cebola não devem cozinhar, apenas uma breve fervida.
Cozinhar as cascas de abóbora cortadas em tiras bem fininhas na mesma água dos pimentões e da cebola. Cozinhar por completo até obter a consistência desejada.
Em uma panela fritar o alho (cortado em fatias fininhas) em azeite e refogar a berinjela, acrescentar o pimentão com a cebola, o sal, pimenta, a noz-moscada e a páprica. Refogar rapidamente e reservar até que esfrie por completo.
Após esfriar, coloque em um refratário, acrescente a casca da abóbora cozida e as azeitonas sem caroço, tempere com azeite (bastante), vinagre, suco de meio limão, meia cebola crua picada em cubinhos bem pequenos, 1 dente de alho amassado, salsa e cebolinha picadas e ervas frescas se tiver (coloquei folhas de manjericão e orégano picadinhas).

Doce de casca da melancia em conserva
Ingredientes:
  • 1/4 de casca de uma melancia ralada com o suco que formar (casca + parte verde clara + vermelha)
  • 4 xícaras de açúcar cristal (pode substituir 2 xíc. por açúcar mascavo)
  • 1 canela em pau
  • Cravo a gosto
  • 1 pitadinha de sal
Modo de preparo:
Em uma panela colocar o açúcar e levar ao fogo até formar uma calda de caramelo. Acrescentar a casca de melancia ralada aos poucos e o suco formado e ir mexendo. Acrescentar o cravo, canela e o sal, mexendo a cada 2 ou 3 min. para não queimar o fundo. Deixar cozinhar até a consistência desejada. Se necessário, acrescente um pouco de água.
Colocar em um pote preferencialmente de vidro esterilizado e guardar em geladeira.

Bolo de banana com casca

Ingredientes
Massa:
  • 4 unidades de casca de banana
  • 4 unidades de ovo
  • 2 xícaras de leite
  • 2 colheres de margarina
  • 2 xícaras de chá de açúcar (1 de açúcar cristal e 1 de açúcar mascavo)
  • 3 xícaras de chá de farinha de rosca
  • 1 colher de chá de canela em pó
  • 1 colher de chá de cravo em pó
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
Farofa:
  • 2 colheres de margarina
  • ½ xícara de açúcar
  • ½ xícara de farinha de rosca
  • 1 colher de farinha de trigo
  • 3 colheres de semente de girassol (ou outra de sua preferência)
  • Canela a gosto
  • 1 pitada de sal
  • 4 bananas cortadas em cubinhos de 1 cm aproximadamente.
Modo de preparo:

Para a farofa:
  1. Reserve as bananas cortadas e misture todos os outros ingredientes, deve formar uma farofa úmida, se ficar muito seco acrescente mais um pouco de margarina. Reserve.
Para a massa
  1. Lave as bananas e descasque.
  2. Separe 4 xícaras de casca para fazer a massa.
  3. Bata as claras em neve e reserve, na geladeira.
  4. Bata no liquidificador as gemas, o leite, a margarina, o açúcar, as cascas de banana, o cravo e a canela.
  5. Despeje essa mistura em uma vasilha e acrescente a farinha de rosca.
  6. Mexa bem.
  7. Por último, misture delicadamente as claras em neve e o fermento.
  8. Despeje em uma assadeira untada com margarina e farinha.
  9. Despeje sobre a massa metade da farofa, espalhe a banana picada, em seguida, espalhe o restante da farofa.
  10. Leve ao forno médio pré aquecido por aproximadamente 40 minutos ou até que toda a sua casa fique cheirando a bolo!!!
  11. E bom apetite!

21 de junho de 2018

Visita Técnica: conhecer a cidade




Através da Visita Técnica – Guiada-Orientada, procura-se pensar a universidade e seu entorno, o bairro e toda a cidade como territórios para o exercício da cidadania e o desenvolvimento social, utilizando-se como estra
tégia o processo educativo.
Essas atividades fora do contexto escolar podem estimular a maior participação dos alunos na construção do seu conhecimento. Nesse sentido, é importante caracterizar o que são espaços não formais de aprendizagem.
As Visitas Técnicas - Visitas Guiadas proporcionam conhecimentos diferentes e de distintas realidades tecnológicas, sociais, culturais, ambientais, oportunizando aos alunos a vivência de diversos fatores que determinam a sociedade em geral. Através dessas visitas, os conceitos teóricos são revistos, ocorre o diálogo entre o conhecimento produzido em sala de aula, constroem-se novos conceitos a partir da interação com a realidade.
A tarefa de uma educação emancipatória exige saberes e práticas que se interagem em conhecimentos de cunho social, acadêmico-científico e técnico-procedimental na formação do ser humano, a fim de prepará-lo para atuar em uma sociedade complexa.