1.
Introdução
Para
implantar um plano de Gestão Compartilhada Científica, uma maneira de trabalhar
em rede para encontrar a sustentabilidade necessária em instâncias da vida
urbana. Assim estamos lançando o Ecolondrina. Para sua eficiência e fixação
junto à população levanto um aspecto fundamental na ordem dos atores
envolvidos. Trata-se do empoderamento. O empoderamento significa capacitar a
ação coletiva desenvolvida pelos sujeitos quando participam de espaços
privilegiados de decisões, de consciência social dos direitos sociais. Essa
consciência supera a iniciativa individual de conhecimento e superação de uma
situação particular realidade em que se encontra, até atingir a compreensão de
teias complexas de relações sociais que informam contextos econômicos, social,
político e cultural mais abrangentes.
O
empoderamento possibilita a emancipação individual, quanto à emancipação da
consciência coletiva necessária para as ações implementadas. Enfim, superação
da condição de desempoderamento, desarticuladas, fragmentadas, diluídas pela
falsa noção da individualidade as quais não podem se desenvolver se não tiverem
um tipo de poder ao seu controle. Poder participar, poder falar, poder, ouvir, poder
opinar e poder participar. Essa é uma noção que perpassa o centro do debate
atual sobre as possibilidades e limites do desenvolvimento sustentável, ou
melhor, dizendo do envolvimento sustentável.
Empoderar-se implica em assumir compromissos junto à comunidade. Participar de
todos os processos e mecanismos que favoreçam a criação e ampliação de espaços
e situações de empoderamento. Assim constrói-se a participação ativa dos atores
em cena, com a soma das ações e condutas de efetiva e contínua participação nas
mudanças necessárias para melhor viver no local onde decidimos viver. Por isso
esse local é cuidado, é participativo, é envolvente. O empoderamento também
devolve a dignidade a quem desejar a liberdade de decidir e controlar seu
próprio destino com responsabilidade e respeito ao outro, as diferenças, a
diversidade e a sensibilidade de perceber os potencias que circundam o local
onde vivemos a casa, a rua, a quadra, o bairro, a cidade e região. O
empoderamento, nessa dimensão, constitui-se numa afirmação das possibilidades
de realização plena dos direitos das pessoas. Em síntese, o empoderamento
representa papel na mobilização social em torno de contextos específicos como,
o de transformar o local onde vivo orientado também significativo espaço institucional
de articulação e emergência de todos os atores envolvidos na transformação
democrática e na ampliação compreensiva e cuidadosa da relação homem e
natureza.
2.
Um
novo começo: era da sustentabilidade
A
Sustentabilidade envolve um princípio que agregue as melhores intenções e as
melhores ações e experiências construídas ao longo do tempo. A elas se somam os
potenciais que no cotidiano emergem como descoberta do amanhã. Das ciências as
tecnologias, das experiências ao novo que brota, a sustentabilidade é o sonho
que nasce com características mais próximas do melhor da condição humana possa
expressar em verso e prosa, em teoria e prática, em cotidiano e futuro, no hoje
e no amanhã. Esta sustentabilidade buscada se revele como novo, dentro de
aspectos que possam traduzir um salto qualitativo do fazer anterior. Este fazer
repleto de individualismo, de isolamento, de fragmentação, de competição. Por
um fazer repleto de coletivo, de unidade, de cooperação, de solidariedade, de
busca conjunta. Que priorize a participação e o envolvimento de todos numa
compreensão do tempo, espaço e necessidades de enfrentar os desafios e entraves
do presente tendo em vista um futuro necessário.
A
sustentabilidade deve ser entendida como um ideal de vida que compatibilize
economia e ecologia numa mesma equação. Com políticas públicas sérias e bem
formuladas que tenha continuidade e, sobretudo aceitação, respaldo e
legitimidade junto às populações. Buscar a sustentabilidade implica em vivenciar
um momento de Inquietações aberto as novas formulações, em busca de resolver
alguns dos grandes desafios globais e, sobretudo de desafio local.
Essas
mudanças no contexto da sustentabilidade visam o propósito de melhoria das
condições da qualidade de vida para todos. Esse envolvimento participativo
resulta na promoção de um modelo ambientalmente equilibrado e socialmente
e economicamente mais equitativo. Que
supere os limites de uma compreensão essencialmente ambiental e contemple
também sua dimensão econômica, social, política e cultural. Um modelo
ecocidadão que, no percurso, provoque mudanças de atitudes e valores para gerar
novas formas de cidadania. Ser sustentável implica em seguir um novo mapa
que incorpore a ciência com qualidade para se chegar a felicidade.
Que procure integrar toda a teia da vida, de forma, equilibrada, prudente. Que
reconheça que somos humos que dá sentido a nossa humanidade. Uma terra fértil
que faz brotar árvores e flores que colorem a vida com toda sua exuberância. Que
não permita jamais esquecer que Terra e Humanidade possuem a mesma origem e o
mesmo destino. Em síntese, que incorpore a prudência e a decência na nova forma
de construir o processo civilizatório que comece e se instale pelas cidades.
*Paulo
Bassani é filósofo e Sociólogo

Nenhum comentário:
Postar um comentário