Nas afirmações educativas no ensino das questões ambientais, deparamo-nos com diferentes vertentes que afluem para a construção de uma sensibilização sobre o cuidado com o meio ambiente. No último encontro da Edição Palestras fomentado pelo GEAMA - Ações e desafios da EA não formal, discutimos uma dessas vertentes de educação ambiental. A educação ambiental não formal admite diferentes formas de se compreender e agir diante das problemáticas que enfrentamos sendo uma sociedade dissociada - em um âmbito generalizado - das suas relações com a natureza.
Prestigiamos as palestras da geógrafa Queila Maria Spoladore, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA) da também geógrafa Leliana Aparecida Casagrande Luiz da Copati, da engenheira agrônoma Patrícia Moreira Marques do Jardim Botânico de Londrina e do administrador Daniel Steidle, da fazenda Bimini (Rolândia/PR). Cada palestrante nos revelou como cada grupo se organiza, se estrutura e de que forma as ações em EA são tocadas dentro dos limites e dificuldades encontrados.
Na Sema, temos o fomento de uma gama considerável de ações em EA como, por exemplo, a Biblioteca Móvel Ambiental que atende escolas da região, o projeto Rio da Minha Rua e o projeto Cultivando o Verde, além do auxílio na criação e ampliação da rede de EA “Café, Prosa e Educação Ambiental” (CafEA).
O Copati promove o programa Pingo D’água, desde 2001, e ajusta-se às realidades da EA dentro e fora da sala de aula, além de também proporcionar a formação continuada de professores da rede pública de ensino. Atualmente, o projeto tem a amplitude em 28 cidades.
No Jardim Botânico de Londrina, tem-se instituído o “Programa de Educação Ambiental” (PEA) que objetiva promover e fortalecer a EA como política pública para o engajamento da sociedade civil na recuperação e na preservação do meio ambiente. As dificuldades, em geral, convergem com a dissociação que permeia o pensamento moderno. Dissociação entre humanos e natureza e que remete a uma dificuldade na sensibilização das pessoas diante das relações que mantemos com o meio ambiente.
E com as experiências empíricas da Bimini, tivemos um grande resgate das potencialidades das expressões e singularidades de cada um. Um resgate do artístico e da potência do espírito humano pelas artes, pela nossa própria natureza.
No início da etapa de questões ficou evidente as dificuldades financeiras que perpassam todos. Como seria possível ampliar a receita dos órgãos da municipalidade? Foi também evidenciada a importância das parcerias e voluntários para a execução e desenvolvimento das ações propostas por cada grupo.
Texto elaborado pelo Extensionista Luiz dos Santos
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