Hodiernamente, vivemos em uma Sociedade de Risco na qual as consequências de uma Cultura de Consumo exacerbado, fugaz e impensado passam à imprevisibilidade e dimensões não antes conhecidas. Não fossem os vários exemplos divulgados pela mídia, permaneceríamos alienados à esta realidade, vez que, muitas vezes, as catástrofes acontecem distante de nossa realidade.
No entanto, o que não sabemos - ou, ao menos, ignoramos - é que fazemos parte dessa Cultura tanto quanto aqueles que sofrem diretamente com as consequências nefastas dessa. Nesse ínterim, importa pensar nossas atitudes enquanto consumidores e colaboradores desse cenário.
É, nesse sentido, que a Obsolescência Programada constitui-se vilã da proteção ao Meio Ambiente no qual vivemos. A criação de novas tecnologias, bem como o aprimoramento destas, nos fazem querer a apropriação de aparelhos cada vez mais elaborados e com mais funções. Fato esse que culmina em uma alta descartabilidade e geração de resíduos a que não são dados destinação correta.
Compramos para logo mais vender seja porque não mais nos satisfazem os produtos, seja porque estes tornam-se obsoletos diante de novas tecnologias, por vezes, superficialmente úteis.
Diante disso, faz-se mister repensar o quanto contribuímos e fomentados à indústria do Consumo, colaborando, indiretamente, para atos predatórios contra o Meio Ambiente, sendo este último indispensável para nossa própria sobrevivência.
Ana Flávia Terra Alves Mortati
Bolsista do GEAMA

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