Bem-vindos ao blog do Grupo de Estudos Avançados sobre o Meio Ambiente , o GEAMA! Aqui você fica por dentro das questões socioambientais que acontecem em Londrina e região, no Paraná, no Brasil e no Mundo. Você também pode promover discussões, por meio de comentários no Facebook Geama Uel. Comente, Compartilhe, Curta, Participe!
20 de dezembro de 2021
13 de dezembro de 2021
XVII. “A história da humanidade foi realizada
pela nossa espécie, às vezes como avanço, às vezes como retrocesso e, hoje
temos duas decisões a tomar: ou aceitamos este legado ou negamos e construímos
um novo. Se aceitarmos a história passada que corre pela axiologia
mercadológica e desencantadora de mundo, assim negaremos nossa capacidade de
pensarmos outros mundos possíveis.
Outra decisão é a de começamos
a fazer uma história diferente. Uma nova história implica em superarmos as
tragédias e desencantamentos que nos levaram até aqui. A história em seu
caminho emancipado coloca-nos diante de uma atitude corajosa e esperançosa em
termos de construtos de um amanhã inspirado no brilho, na luz que irradia dos
seres humanos.”
5 de dezembro de 2021
XVI- “Nossa condição diante da vida
depende, em grande medida, da forma como compreendemos a mesma, depende da
maneira em que nos encontramos diante das condições materiais, depende do
conjunto de relações sociais, depende de nossa relação com a natureza. Pois,
somos seres simbólicos, somos seres relacionais, seres materiais e imateriais.
A compreensão e discernimento num mundo atordoado como de hoje, torna-se
fundamental, pois esses pressupostos cognoscíveis garantem a vida minimamente,
agora cabe decolarmos em outros fundamentos de nossa singularidade e essência
humana”
Paulo Bassani
2021-
http://geamauel.blogspot.com/p/usina-de-ideias.html
3 de dezembro de 2021
Espaço Aberto - 02/12/2021
Sobre a ciência e uma
nova racionalidade*
O autor acredita que o futuro não é dado, está
em contínua construção. E somos nós os construtores desse amanhã, que começa
hoje com níveis de clareza daquilo que não podemos repetir e nas inspirações
daquilo que provamos e podemos aperfeiçoar. As certezas, ao que tudo indica, se
acabam na construção do novo, no devir que está contido em todo e qualquer
fenômeno.
O autor enfatiza sua tentativa de
superar a descrição evolucionista, determinista darwiniana, destaca que nós
humanos somos responsáveis para criar as diferenças entre o passado e o futuro.
Se não temos a compreensão, nem tão pouco a concepção de tempo em nossas mãos,
pois somos filhos do tempo e espaço em que fomos gerados, temos em nossa mente
o tempo que queremos construir. Em nossas mãos está o significado da existência
humana em sua forma mental e, necessitamos fazer com que este significado ganhe
forma concreta na vida cotidiana. Este foi e sempre será um grande desafio,
encontrar significado na concretude do chão histórico da vida. Por outro lado,
na concepção mental, podemos atribuir esta busca no plano das ideias, das
inspirações e encontrar significados, propósitos para a vida em seus
determinantes, temporais, existências e, nesse campo, a coisa é mais
complexa. Nessa questão assim se
expressa o autor: “A questão do tempo e do determinismo não se limita as
ciências, mas está no centro do pensamento ocidental desde a origem do que
chamamos de racionalidade...”(Prigogini,2011) Uma racionalidade criada pela
lógica moderna capitalista que nos condiciona uma forma de ser e estar no
mundo. Racionalidade de coisas e de produtos quantitativos e qualitativos pela
relação produtiva sobre os homens, sobre a natureza.
Diante disso, em busca de
significados existenciais da potencialidade humana necessitamos cultivar uma
nova racionalidade encontrada nas obras de Prigogini (2011) e Leff (2006). O
que Prigogine levanta é na tentativa de lançar o inicio de uma nova
racionalidade que retire de cena a ideia de ciência e certeza, probabilidade e
ignorância. E dar início a uma nova aventura na ciência que incorpore
criatividade, imaginação, equilíbrio, prudência, decência, preservação, como
uma expressão singular de nossa existência diante de tudo e de todos. Uma nova
forma de enfrentar a complexa realidade de nosso mundo, retomando o caminho que
perdemos, e sanando os erros que foram cometidos. Como resume o autor propor “um novo início de
um capítulo da história de nosso diálogo com a natureza.” (pág.15)
Leff
(2006) agrega a racionalidade ambiental em busca de uma nova relação
teoria-prática, que mobilizam as ações sociais para a sustentabilidade através
de um pensamento crítico, em que para "transcender o objetivismo da
racionalidade, é necessário fundar outra racionalidade produtiva, em que o
valor renasceria dos significados considerados à natureza pela cultura, quer
dizer, pelos valores-significados das culturas”,(Leff,2006) Entendendo que a racionalidade
tradicional, sempre utilizou a natureza a seu fim, agora vamos no dialogo
estabelecer outra relação próxima e respeitosa.
O que as contribuições de Prigogine e Leff nos
orientam nesse momento. Que o devir é a
condição de nosso dialogo com a natureza, não com certezas morais, mas de novas
possibilidades inovadoras, sustentáveis e éticas. Nesse caminho precisamos
aprender a pensar e assim incorporarmos novos elementos nesse percurso, abrindo
espaços para outros pensamentos, outras ideias, trilhas e caminhos a percorrer.
*Paulo Bassani é sociólogo e professor universitário
Geral Artigo - Ta no Site
SAP – 02/12/2021
As solitárias tentativas da
reflexão*
Tenho dedicado boa parte de meu tempo de pensar e escrever ensaios, pois entendo serem estes frutos da intuição, para dar inicio a compreensão das coisas, das ideias e questionar porque as coisas são o que são naquilo que não entendemos no cotidiano, será sempre um primeiro olhar e tentar enxergar possíveis possibilidades, antes mesmo que elas aconteçam, este exercício alimenta o senso da clarividência, que desperta, que emerge, que se manifesta. Assim como ,este procedimento, alimenta a imaginação e criatividade científica.
Porém
percebo viver em boa medida, numa solidão intelectual, pois a academia, no
geral, minimiza este tipo de produção do pensamento, do conhecimento,
pois, considera inócua em sua escala de valor científico. E a sociedade,
sobretudo, aquela que pouco pensa, pouco lê e, que normalmente não consegue
sair do território do senso comum, trata de forma indiferente esse tipo de
produção. E que dizer aos que se encontram imersos no mundo das redes sociais
com suas imagens e dizeres pouco agregadores, fragmentadas, alienadoras onde
delas, unicamente, deriva seu alimento de vida.
Desta
maneira sigo em frente em minha solidão pedagógica de criar espaços, trilhas,
mapas para o amanhã. Mesmo sabendo que elas, hoje, agreguem pouco valor para os
segmentos que citei acima. Como intelectual solitário, já propus a alguns
companheiros (as) amigos (as), para pensarmos e escrevermos juntos, ainda estou
no aguardo de respostas positivas quanto a esta questão, que considero ser
muito importante abrir este leque de diálogos e sua possível disseminação. Não
cansarei de esperar, pois as boas coisas da vida acontecem no processo da
espera, da maturação, da confiança e do aprofundamento.
Entretanto,
não irei frear meu processo de produção do pensamento e do conhecimento que
considero necessário neste nosso tempo, que designo como um tempo de travessia,
um tempo experimental de novos ensaios civilizatórios. Muitas coisas boas
e más, de avanços e recuos, de consciência e inconsciência, de comédia e de
tragédia estão em curso e tudo carece de análises. Tudo está em cena de forma
intensa, sedentas e repletas de possibilidades de reflexões, e não me
furtarei de fazê-las com meus potenciais e meus limites analíticos.
Sou
apenas um pedaço de gelo no calor do aquecimento global, um folha que sombreia,
talvez apenas uma árvore que resiste ao desmatamento, ao animal que sobrevive
pelas queimadas e pela caça. Estou apenas a acreditar que um novo paradigma
está por emergir, seu nome pouco importa, o que importa são os valores e significados
que ele carrega, para tanto tenho dedicado anos nessa reflexão, e muitas laudas
escritas. Como numa fase experimental que nos encontramos, onde tudo e todos os
alimentos são postos a mesa, mesmo que não saibamos do que podemos e devemos
nos alimentar, em sabores e gostos que não conhecemos. Sabemos que todos
devemos nos alimentar, pois estamos sedentos desse alimento, do que já
conhecemos e suas benesses e de outros tantos que ainda não experimentamos,
porém sabemos que possuem um bom potencial nutritivo.
Mas
o importante e dar visibilidade a estas temáticas pertinentes e marcantes de
nosso tempo, para que possam receber as primeiras leituras e análises. Sei que
no processo dialógico surgirão outras leituras, análises, escritas. Faremos
nossa parte e de maneira atenta e contributiva para despertar possíveis
elementos críticos imersos em um roldão de tamanha intensidade que com elas se
apresentam.
Mas
não esqueço que também sou academia, também sou senso comum, também estou em
redes sociais. O que tento é revarolizá-los para que em algum momento possamos
nos encontrar e estabelecer os diálogos de saberes e experiências necessárias.
Afinal queremos que o amanhã seja algo superior ao que está posto.
*Paulo
Bassani é sociólogo e professor universitário
30 de novembro de 2021
Série
PENSAMENTOS EMERGENTES
1 de novembro de 2021
XI- “Nosso
dever é garantir o futuro e, que o futuro aconteça com toda sua plenitude.
Temos o direito de viver o presente com zelo e qualidade, mas não comprometê-lo,
essa é nossa responsabilidade ética. Temos pela frente um trabalho enorme
desafio teórico, metodológico e prático deste futuro, em exercitar pensamentos,
formas e atitudes.
Paulo Bassani - http://geamauel.blogspot.com/




