20 de dezembro de 2021



Série 
PENSAMENTOS EMERGENTES


XVIII. O que sinaliza o Natal ! Deus através de seu filho fez-se carne, homem, vindo a Terra para nos passar uma mensagem de amor, de justiça, de fraternidade entre todos os humanos e com a natureza. Veio e permaneceu entre nós, nem acima nem abaixo, entre, no meio para orientar e resgatar a humanidade perdida. Nisso ele não se demonstrou poderoso e sim todo misericordioso, pois nasceu viveu e morreu entre e com os pobres. Desse Cristo que nasceu numa estrebaria, escolheu os mais humildes para estar próximos e morreu covardemente por dois poderes o Romano e dos Sumo Sacerdotes. Desse cristo que reconheço e homenageio neste Natal.

 

13 de dezembro de 2021

 

Série
PENSAMENTOS EMERGENTES



XVII.  “A história da humanidade foi realizada pela nossa espécie, às vezes como avanço, às vezes como retrocesso e, hoje temos duas decisões a tomar: ou aceitamos este legado ou negamos e construímos um novo. Se aceitarmos a história passada que corre pela axiologia mercadológica e desencantadora de mundo, assim negaremos nossa capacidade de pensarmos outros mundos possíveis.

Outra decisão é a de começamos a fazer uma história diferente. Uma nova história implica em superarmos as tragédias e desencantamentos que nos levaram até aqui. A história em seu caminho emancipado coloca-nos diante de uma atitude corajosa e esperançosa em termos de construtos de um amanhã inspirado no brilho, na luz que irradia dos seres humanos.”

                  Paulo Bassani http://geamauel.blogspot.com/

5 de dezembro de 2021


Série 
PENSAMENTOS EMERGENTES


 

XVI- “Nossa condição diante da vida depende, em grande medida, da forma como compreendemos a mesma, depende da maneira em que nos encontramos diante das condições materiais, depende do conjunto de relações sociais, depende de nossa relação com a natureza. Pois, somos seres simbólicos, somos seres relacionais, seres materiais e imateriais. A compreensão e discernimento num mundo atordoado como de hoje, torna-se fundamental, pois esses pressupostos cognoscíveis garantem a vida minimamente, agora cabe decolarmos em outros fundamentos de nossa singularidade e essência humana”

                  Paulo Bassani  2021- http://geamauel.blogspot.com/p/usina-de-ideias.html

 

3 de dezembro de 2021

                                                  

                                                             Espaço Aberto - 02/12/2021
 

Sobre a ciência e uma nova racionalidade*

 Ilya Prigogini em sua obra “O fim das certezas” apresenta sua concepção de ciência da seguinte forma: “Assistimos à emergência de uma ciência que não está mais limitada a situações simplificadoras, idealizadas, mas que nos coloca diante da complexidade do mundo real, de uma ciência que permite a criatividade de viver como expressão singular de um traço fundamental de todos os níveis da natureza.”..

 O autor acredita que o futuro não é dado, está em contínua construção. E somos nós os construtores desse amanhã, que começa hoje com níveis de clareza daquilo que não podemos repetir e nas inspirações daquilo que provamos e podemos aperfeiçoar. As certezas, ao que tudo indica, se acabam na construção do novo, no devir que está contido em todo e qualquer fenômeno.

O autor enfatiza sua tentativa de superar a descrição evolucionista, determinista darwiniana, destaca que nós humanos somos responsáveis para criar as diferenças entre o passado e o futuro. Se não temos a compreensão, nem tão pouco a concepção de tempo em nossas mãos, pois somos filhos do tempo e espaço em que fomos gerados, temos em nossa mente o tempo que queremos construir. Em nossas mãos está o significado da existência humana em sua forma mental e, necessitamos fazer com que este significado ganhe forma concreta na vida cotidiana. Este foi e sempre será um grande desafio, encontrar significado na concretude do chão histórico da vida. Por outro lado, na concepção mental, podemos atribuir esta busca no plano das ideias, das inspirações e encontrar significados, propósitos para a vida em seus determinantes, temporais, existências e, nesse campo, a coisa é mais complexa.  Nessa questão assim se expressa o autor: “A questão do tempo e do determinismo não se limita as ciências, mas está no centro do pensamento ocidental desde a origem do que chamamos de racionalidade...”(Prigogini,2011) Uma racionalidade criada pela lógica moderna capitalista que nos condiciona uma forma de ser e estar no mundo. Racionalidade de coisas e de produtos quantitativos e qualitativos pela relação produtiva sobre os homens, sobre a natureza.

Diante disso, em busca de significados existenciais da potencialidade humana necessitamos cultivar uma nova racionalidade encontrada nas obras de Prigogini (2011) e Leff (2006). O que Prigogine levanta é na tentativa de lançar o inicio de uma nova racionalidade que retire de cena a ideia de ciência e certeza, probabilidade e ignorância. E dar início a uma nova aventura na ciência que incorpore criatividade, imaginação, equilíbrio, prudência, decência, preservação, como uma expressão singular de nossa existência diante de tudo e de todos. Uma nova forma de enfrentar a complexa realidade de nosso mundo, retomando o caminho que perdemos, e sanando os erros que foram cometidos.  Como resume o autor propor “um novo início de um capítulo da história de nosso diálogo com a natureza.” (pág.15)

Leff (2006) agrega a racionalidade ambiental em busca de uma nova relação teoria-prática, que mobilizam as ações sociais para a sustentabilidade através de um pensamento crítico, em que para "transcender o objetivismo da racionalidade, é necessário fundar outra racionalidade produtiva, em que o valor renasceria dos significados considerados à natureza pela cultura, quer dizer, pelos valores-significados das culturas”,(Leff,2006) Entendendo que a racionalidade tradicional, sempre utilizou a natureza a seu fim, agora vamos no dialogo estabelecer outra relação próxima e respeitosa.

 O que as contribuições de Prigogine e Leff nos orientam nesse momento.  Que o devir é a condição de nosso dialogo com a natureza, não com certezas morais, mas de novas possibilidades inovadoras, sustentáveis e éticas. Nesse caminho precisamos aprender a pensar e assim incorporarmos novos elementos nesse percurso, abrindo espaços para outros pensamentos, outras ideias, trilhas e caminhos a percorrer.


*Paulo Bassani é sociólogo e professor universitário

 


 

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SAP – 02/12/2021

As solitárias tentativas da reflexão*


Tenho dedicado boa parte de meu tempo de pensar e escrever ensaios, pois entendo serem estes frutos da intuição, para dar inicio a compreensão das coisas, das ideias e questionar porque as coisas são o que são naquilo que não entendemos no cotidiano, será sempre um primeiro olhar e tentar enxergar possíveis possibilidades, antes mesmo que elas aconteçam, este exercício alimenta o senso da clarividência, que desperta, que emerge, que se manifesta. Assim como ,este procedimento, alimenta a imaginação e criatividade científica.

 Porém percebo viver em boa medida, numa solidão intelectual, pois a academia, no geral, minimiza este tipo de produção do pensamento, do conhecimento,  pois, considera inócua em sua escala de valor científico. E a sociedade, sobretudo, aquela que pouco pensa, pouco lê e, que normalmente não consegue sair do território do senso comum, trata de forma indiferente esse tipo de produção. E que dizer aos que se encontram imersos no mundo das redes sociais com suas imagens e dizeres pouco agregadores, fragmentadas, alienadoras onde delas, unicamente, deriva seu alimento de vida.

Desta maneira sigo em frente em minha solidão pedagógica de criar espaços, trilhas, mapas para o amanhã. Mesmo sabendo que elas, hoje, agreguem pouco valor para os segmentos que citei acima. Como intelectual solitário, já propus a alguns companheiros (as) amigos (as), para pensarmos e escrevermos juntos, ainda estou no aguardo de respostas positivas quanto a esta questão, que considero ser muito importante abrir este leque de diálogos e sua possível disseminação. Não cansarei de esperar, pois as boas coisas da vida acontecem no processo da espera, da maturação, da confiança e do aprofundamento.

Entretanto, não irei frear meu processo de produção do pensamento e do conhecimento que considero necessário neste nosso tempo, que designo como um tempo de travessia, um tempo experimental de novos ensaios civilizatórios.  Muitas coisas boas e más, de avanços e recuos, de consciência e inconsciência, de comédia e de tragédia estão em curso e tudo carece de análises. Tudo está em cena de forma intensa, sedentas e repletas de possibilidades de  reflexões, e não me furtarei de fazê-las com meus potenciais e meus limites analíticos.

Sou apenas um pedaço de gelo no calor do aquecimento global, um folha que sombreia, talvez apenas uma árvore que resiste ao desmatamento, ao animal que sobrevive pelas queimadas e pela caça. Estou apenas a acreditar que um novo paradigma está por emergir, seu nome pouco importa, o que importa são os valores e significados que ele carrega, para tanto tenho dedicado anos nessa reflexão, e muitas laudas escritas. Como numa fase experimental que nos encontramos, onde tudo e todos os alimentos são postos a mesa, mesmo que não saibamos do que podemos e devemos nos alimentar, em sabores e gostos que não conhecemos. Sabemos que todos devemos nos alimentar, pois estamos sedentos desse alimento, do que já conhecemos e suas benesses e de outros tantos que ainda não experimentamos, porém sabemos que possuem um bom potencial nutritivo.

Mas o importante e dar visibilidade a estas temáticas pertinentes e marcantes de nosso tempo, para que possam receber as primeiras leituras e análises. Sei que no processo dialógico surgirão outras leituras, análises, escritas. Faremos nossa parte e de maneira atenta e contributiva para despertar possíveis elementos críticos imersos em um roldão de tamanha intensidade que com elas se apresentam.

Mas não esqueço que também sou academia, também sou senso comum, também estou em redes sociais. O que tento é revarolizá-los para que em algum momento possamos nos encontrar e estabelecer os diálogos de saberes e experiências necessárias. Afinal queremos que o amanhã seja algo superior ao que está posto.

*Paulo Bassani é sociólogo e professor universitário

30 de novembro de 2021

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PENSAMENTOS EMERGENTES


    
                                                        

XV - “Estamos em guerra hoje contra um tipo de vírus, com muitas mutações que nos desafia e levou e continua a tirar a vida de muitos seres humanos! A humanidade está sendo posta a prova. Diante de um grande desastre, quantas ameaças estamos vivenciando e não é apenas com a covid-19, dela e com ela estão postos outros desafios. Hoje temos o desafio da preservação da natureza, do emprego, da renda, acabar com a fome e a miséria.”

1 de novembro de 2021



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PENSAMENTOS EMERGENTES


 

XI-     “Nosso dever é garantir o futuro e, que o futuro aconteça com toda sua plenitude. Temos o direito de viver o presente com zelo e qualidade, mas não comprometê-lo, essa é nossa responsabilidade ética. Temos pela frente um trabalho enorme desafio teórico, metodológico e prático deste futuro, em exercitar pensamentos, formas e atitudes.

Paulo Bassani - http://geamauel.blogspot.com/