10 de maio de 2021

                                                                                Usina de Ideias

VI -  Tenho saudades do futuro do futuro que não conheço. Do futuro que virá quer queira quer não, ele virá em forma de realidade sonhada, imaginada, criada com os braços, sangue e cabeça que carrego. Numa travessia necessária, numa caminhada constante. Mas porque desta busca! Porque o presente nada agrega, não há princípios, não há fundamentos, não há propósito.  Não são tempos normais! Há nele as condições reflexivas, de ingresso numa espera ativa, um ensaio de futuro, com novos saberes que fluem de águas límpidas, que emergem da clareza do conhecimento, que impulsionam a busca pelo novo em forma de espírito e de vida.

        Com esse pensamento construo as bases, com palavras manifesto ideais, com passos avanço, com remadas navego pela correnteza, entre as nuvens alço vôo e, com utopias, realizo o impossível. Isso tudo numa decolagem de significados, que gera sentido de vida ante o desejável. E o futuro sustentável que carrego não é uma quimera, é algo possível e será a arquitetura dos novos destinos.

Paulo Bassani  outono de 2021 - http://geamauel.blogspot.com/

7 de maio de 2021


                                                                            Usina de Ideias

V- “Nesta alta modernidade, cada um com seus instrumentos metodológicos e concepções teóricas, os nossos são estes, esclarecer o pensamento, educar e formar consciências críticas. Pois vivemos tempos de endurecimento do humanismo que nos condiciona ao esquecimento de quem somos, na teia da vida e, de nossa responsabilidade diante dela. Não podemos aceitar a negação desta nossa singularidade, que é marca da condição humana.”

                                                                                                                                            Paulo Bassani outono de 2021

3 de maio de 2021


 

Programa de cidades e sociedades sustentáveis* (**)

 

Ingressamos numa era de equilíbrio, de equidade e esta busca encontra no território urbano e rural onde os homens vivem é que se torna possível essa realização que não deva tardar para que possamos dizer que a vida no local onde vivemos,  deva ser plena, equilibrada, participativa, sustentável. Os modelos explicativos relatados nos vídeos encaminhados já produzidos refletem as principais características desse Programa.

O programa Cidade MAIS aparece para londrina neste período de Travessia de caracterização de um novo paradigma de gestão de cidades. Trata-se de um modelo que inspirado nas melhores experiências mundiais e programas da ONU (Órgão das Nações Unidas ), como o de Cidades sustentáveis e cidades educadoras apresenta uma nova racionalidade de gestão equilibrada, horizontalizada e participativa. A gestão piramidal tem sua falência com comprovação histórica, é preciso outra forma participativa, colaborativa, compartilhada. 

A conscientização e mobilização dos atores envolvidos no território foco transformam indivíduos em sujeitos de uma nova história. Uma história de recomposição da organização urbana para tornar possível a vida urbana e rural com qualidade e preservação.  Para tanto se faz necessário uma educação para a cidadania, uma educação permanente e continuada a cada desafio do viver no território onde habita, onde trabalha, onde convive. Assim a consciência cidadão do novo modelo de gestão é pré-condição para o sucesso deste empreendimento social, cultural, físico e econômico.

Os gestores do programa e os professores de cidades irão protagonizar o inicio de um processo fundante desta nova era que não mais competitiva, individualizada e sim, colaborativa, compartilhada. Todo programa implica a compreensão do programa como um todo, que articulado há um forte senso de pertença e de busca para aperfeiçoar essa identidade ao território que vive (rua, quarteirão, bairro, região), cidade (urbana, rural).

Os Professores de Cidades serão atores de liderança e de zeladoria neste programa. Um curso de formação será ofertado para que eles possam se preparar como lideres conhecedores das inter-relações humanas, lidando com os atores do processo, das leis urbanas e rurais. Além de serem preparados para as tarefas cotidianas do fazer urbano como lidar com situações, na residência, na rua, na arborização, sinalização, e todas as formas da organização do território onde irá atuar. Isso ocorre, similar, a exemplo do funcionamento de um condomínio, em sua definição territorial. Para tanto pensamos e elaboramos um curso de formação e preparação desses professores, de forma presencial, experimental e de formação teórica, para que tenha condição de exercer da maneira como pensamos ser esse articulador capaz, ativo e pró-ativo, estabelecendo as ações articuladoras de forma efetiva.

Esse programa transforma-se num modelo de gestão que articula Poder Público (Prefeitura, Câmara Municipal), população em geral, empresários e todos os atores envolvidos de forma consciente na caracterização de uma empatia entre todos e com todos. Nestes sete anos que ingressamos definitivamente na revisão, formatação e elaboração desse Programa,  podemos fornecer contribuições efetivas para que de uma proposta de sonho possa ser efetivada concretamente em solos urbanos e rurais dos territórios que contatamos. Londrina tem esse potencial para efetivar o Londrina MAIS e toda sua completude, marcando definitivamente como um território modelo do que propomos.

   * Paulo Bassani Sociólogo e gestor do Programa Cidade MAIS

**Gabriel Barbosa Bassani é Geografo 

 


                                                                       02 DE MAIO DE 2021

FOLHA DE LONDRINA - ESPAÇO ABERTO

 Em busca de outra racionalidade*


        Entendemos que o meio ambiente é um conceito amplo que significa a composição de tudo que circula na Biosfera Planetária, por isso é um ambiente por inteiro. Esse entendimento coloca essa interdependência de todo tipo de vida, com as matérias que a sustentam. E que convivem todas as formas vivas que formam a grande teia da vida neste planeta. Sem a base de vida contida na Biosfera do planeta, todos nós vamos desaparecer, todo o tipo de vida irá desaparecer. E sabemos que somos os grandes responsáveis por isso! Queremos passar esses nosso tempo sabendo disso e nada fazer para reverter esse processo!

        Nós, seres humanos, somos seres complexos, inteligentes e que nos caracteriza por exclusividade seres imaginativos e criativos, portanto seres socialmente construídos derivamos de uma construção cingida pelo processo histórico que estamos inseridos, pelo conjunto de contatos, experiências, de dizeres e fazeres e daí associamos as nossas composições práticas e mentais. Portanto a forma racional como a gente pensa, vê e age no mundo é construída, edificada por uma composição experimental e mental.

        Isso nos coloca que todos o pensar e fazer ocorre na Biosfera e sobre a Biosfera planetária, a nosso favor, a nossos interesses. Entretanto, a racionalidade moderna, capitalista está levando ao término desta relação, pois se trata de uma Biosfera limitada, finita, e o prosseguir vão acabar! E como a Biosfera reage diante das ações racionais de modernidade capitalista em vigor e predominante?

            Através de uma ecopedagogia, uma pedagogia ecológica, que nos ensine a lembrar e entender que somos natureza, fazemos parte do ambiente vivo como um todo. Desse entendimento é possível mudar a forma como atuamos no planeta, e aí que entra esses conjuntos de relações diferenciadas para prolongarmos a vida no planeta Terra. Programar outro sistema que não seja degradativo, insustentável.         Uma racionalidade da vida, ambiental e não a racionalidade do capital. Degradando o meio ambienta estamos degradando anos mesmo, necessitamos estabelecer uma nova composição das relações estabelecidas hoje. De relações verticais para relações horizontais, de relações excludentes para relações includentes, de relações competitivas para relações colaborativas, de relações tiranas para relações solidárias, de relações injustas para relações justas e equilibradas.

         Nessa dimensão necessitamos pensar em decrescimento, ou crescimento sustentável, equilibrado. Privilegiando formas que tragam o bem viver (conciliação entre o material e o espiritual, objetivo com o subjetivo, o prático com o teórico) e não o viver bem (que se resume na materialização e quantificação desta), que é a forma hegemônica que determina nossa forma de habitar o planeta.

        A sustentabilidade que propomos é um modelo que acaba sendo uma construção de um conceito que tenta elaborar outra forma de estabelecer a relação dos homens com a Biosfera planetária. Ela passa pelo mundo acadêmico, pelos movimentos ambientais, e pelo empresariado. Nossas ações são culturais e, portanto foram construções e agora necessitamos fazer outras construções que possam associar toda a rede e interconexão da vida, de todo tipo de vida. Talvez precisassem juntar duas coisas ciência e política, necessitamos juntas nos diálogos de saberes as novas composições que possam gerar esses formatos.

 *Arthur Barbosa Bassani é estudante de agronomia da UEL

  Paulo Bassani é sociólogo e filósofo

 

30 de abril de 2021

Usina de Ideias


 

IV - Não tenho desdém acerca das perobas que vivem até 700 anos observando a vida no planeta e todas as suas transformações. Prefiro ser humano e não passar dos três dígitos observando e mudando o mundo com as ideias e as ações. Talvez das perobas tão formosas e gigantescas possamos entender o ardor e a força que podemos erguer diante da sabedoria do viver, do bem viver que pode garantir, seja lá que tempo for qualidade que é marca de nossa condição humana que nos aproxima da força das perobas. E nisto admiro as perobas porque silenciosa observa a todos nós.

Paulo Bassani outono de 2021

27 de abril de 2021


Usina de ideias 

Apreendendo e levantando ponderações sobre a vida e o mundo na alta modernidade”

com Paulo Bassani


 “Ler é um ato de consciência humana imaginativa e criativa. A leitura possibilita ampliar nossa humanização. Por isso que os conservadores, não leem, não admiram o saber que a leitura desperta. Possuem, lá no fundo, um receio de que o conhecimento lhes abra janelas que se encontram cerradas pelos pré-conceitos que a vida lhe proporcionou. Isto porque a busca pelo conhecimento se transforma em um instrumento de nossa identidade, de seres que não aceitam a ignorância e a estupidez traduzida no cotidiano de hoje.”

(Paulo Bassani, outono de 2021)


 

Pandemia em verso*

 

Em nosso tempo dos vinte e vinte e um.

Um medo silencioso

Um extermínio invisível

Na qual a humanidade está submetida.

Esta nossa geração jamais esquecerá

As experiências com as perdas reais

De muitos familiares, amigos, conhecidos

E milhões e milhões de desconhecidos pelo mundo afora.

Vivemos momentos finais, com pessoas que até ontem

Estavam percorrendo as ruas de nossas cidades,

Frequentando os mesmos espaços que freqüentamos

Faziam parte de nossas vidas,

Estavam entre os nossos contatos presenciais e on-line.

Hoje há muito medo, um grande vazio, muitas incertezas,

Pois não entendemos a força invisível que retira a vida de muitos.

O que sabemos hoje é o valor da vida,

Cada dia elevamos a gratidão pela vida

Pois destes números poderemos fazer parte a qualquer momento

Os números que crescem,

E o desencantamento toma conta.

Perdemos a vida comum,

A vida coletiva no trabalho, esporte, nos festejos e no lazer,

Retiramos-nos como forma de proteção

Negamos a vida para ganhar vida.

Algo muito complexo para entendermos hoje,

Mas compreenderemos, quem sabe, no continuar da vida

Esse momento que insiste em permanecer

Quando desejamos seu findar.

Para que a vida se reinicie e, quem sabe,

Com outros e novos valores, outros e novos contatos,

Outros e novos sonhos,

Outros e novas paixões e destas

A paixão pela vida que nos é grata.

 

 *Prof. Paulo Bassani Sociólogo, filósofo e poeta em tempos vagos